quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Uma solidao solteira - Carpinejar!



O texto é longo mas vale à pena....reconheci nele muitas situaçoes mas nao cheguei  a passar por tudo isso, minha solidao ja rolava mesmo antes da maternidade e  conforme o numero de filhos foi aumentando, as amizades foram diminuindo,  o interessante e melhor é que essas poucas amizades sao de qualidade, nao sao pessoas pra passar uma noite em boite se divertindo somente mas tambem pra te dar um help naquela noite onde marido nao se encontra e voce se depara com uma das tres crianças doente precisando ir ao PS.......

O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.


DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.
De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.


POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.
Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.

ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.
O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.


IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.
De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.
A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).

A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.

ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.
Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.
Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.
 
OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.

Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.

A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.
Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.
 
O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.




Publicado na Revista Cláudia Bebê, Edição 553, Outubro/Novembro/Dezembro de 2007, p. 58-64
 
    PS: Eu tirei ele da PR (comunidade Pediatria Radical no orkut!)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

19° Encontro Nacional de Gestaçao e Parto Natural Conscientes.......quem vai????

Nos dias 20, 21 e 22 de novembro (niver do Mathieu!!) vai rolar o 19° Encontro Nacional de Gestaçao e Parto Natural Conscientes na Urca.....tres dias de palestras com os seguintes temas:

" Como as diferentes instituiçoes avaliam as taxas de cesariana e que medidas propoem pra qualificar a assistencia obstetrica?" ;

"A cesareana e o poder publico.";

"Os altissimos indices de cesareanas no Brasil e no mundo roubam da mulher seu parto, o seu momento de realizaçao.";

"A educaçao pre- natal como apoio ao bom parto e ao nascimento saudavel.";

"Como a ambiencia e o cuidado facilitam o trabalho de parto contribuindo pra realizaçao da mulher e para o bem estar do bebe.";

"Os segredos da mulher: liberando bloqueios para bem parir.";

"Questoes éticas sobre a cesareana eletiva. A quem interessa sua regulamentaçao?";

"A doula como fator de humanizaçao.";

"A guerra das entidades médicas contra o funcionamento das casas de parto. Porque as mulheres pagam por essa dispulta de mercado? ";

"Cesareanas desnecessarias: um problema de saude publica.^

"A preparaçao e proteçao do perineo e seus resultados."

"A simplicidade e o acolhimento trazem sustentabilidade: na gestaçao, no nascimento e no pos-parto."

  Enfim, encontro otimo com temas atuais, englobando TUDO  de gestaçao e parto,  vai ser falado cada ponto  do nosso sistema falido e eu ficarei de fora...ahh se inveja matasse!
   Maiores informaçoes aqui:

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Presente!

Era um dia banal, apos buscar Mathieu à escola, passando na farmacia pra comprar os cremes da Ciça uma ideia me veio à cabeça e quando vi, ja estava à pedir à farmaceutica "un teste de grosesse, s'il vous plait!"....nao tinha porque, nao teve indicios, nao tinha razao, alias, na vida ha muitas coisas assim, aparentemente sem razao......ao chegar em casa uma ansiedade estranha me tomou, fui ao banheiro e decidi fazer o teste, eram quase 18 horas, nada de primeira urina, alias, ele iria dar negativo mesmo, nem sei pra que estava com ele ali, em maos, e entao, nesse misto de ansiedade e incredulidade eu fiz, larguei na pia e fui brincar com as crianças, ao voltar dez minutos depois achei que estava com visao dupla.....pois é, dois riscos rosa apareciam naquele pedaço de plastico! Era uma resposta que eu nao estava preparada pra receber, algo impenssavel, pela primeira vez eu tinha feito um teste certa de que daria negativo, mas sabia que nao tinha chances de erro.
  O que fazer? Pra quem contar? Contar?  foi pra ela, sempre ela.....ali na internet pronta a me acalmar, a me dar soluçoes ou somente me ler, a preocupaçao que estava desse lado da tela apareceu estampada nela, mas no fundo, a nossa vontade era comemorar em alto e bom tom a novidade.
    Nunca pensei que isso ia acontecer comigo, de pensar que nao é o momento, eu acredito que SEMPRE é o momento, como pessoa de fé solida, ou que se achava de fé inabalavel, entrei no campo da duvida, foram dois dias tristes, hoje, passado um ano, eu me pergunto o porque dessa reaçao, esse medo......ok, as coisas estavam fora do controle, nao sairam como nossos planos, mas porque dar um carater negativo logo de cara? Porque nao pensar no melhor que essa situaçao poderia me trazer?
     Dois dias depois de ter dado preocupaçao a tres pessoas queridas, minha mae, ela e tia Angela, decidimos pelo certo, pelo melhor e ai sim, comemorei, espalhei a noticia com a felicidade que ela merecia......meu terceiro filho estava à caminho!
     Foram meses dificeis, mas nunca pensei que esse susto seria meu maior presente nesse ano triste de 2009, me lembro ate hoje de escrever à ela  que nao sentia esse ano como algo bom, que muita coisa ruim iria acontecer, mas no meio disso tudo, eu ainda tive o privilegio de receber um lindo presente, pois é, sou muito abençoada  mas  tive prova de que minha fé nao é inabalavel como eu gostaria.

   Meu presente completou tres meses antes de ontem, me peguei pensando em como seria triste a entrada do inverno sem ele por aqui, nao que meus filhos nao me encham de alegria, nao é isso, mas nao é segredo pra ninguem que eu AMO babies pequenos e que o trabalho que temos com eles, é sinonimo de ocupaçao constante, passamos horas a observa-los e a beijar, os mais velhos ja estao em outra, correm, brincam, querem seu espaço, ja nao sao mais meus, ja estao à meio caminho de serem do mundo, ele nao, ele ainda é meu......fazem tres meses que acordo com aquela coisinha perfeita ao meu lado, sou saudada com sorrisos, ele agita os bracinhos com alegria e com a intensao de ser pego dali, quer seus beijinhos , adora quando passo meu rosto no seu.....da gritinhos de alegria quando avista o irmao se aproximando da cama, deixa aquele cheirinho sem igual na minha cama e na minha roupa, faz nossos dias bem mais alegres.....foi um presente, daqueles que vem numa caixa normal, banal, sem adereços, mas de tamanho  significativo que aguça a curiosidade, posto na frente da sua casa  num dia nublado, desses que te faz pensar mil vezes antes de abrir, mas que uma vez aberto, voce tem a certeza de que fez a escolha certa! Parabens filho, voce esta somente a tres meses conosco mas nesse pouco tempo mostrou o quanto faria falta, voce é mais um pedacinho de esperança, e um pedaçao de felicidade em nossas vidas!

domingo, 18 de outubro de 2009

Esta quase decidido!

Ser mae é acumular desafios, ultrapassar todos eles, uns à trancos e barrancos, outros nem tanto e ainda chegar na linha final com um sorriso, mesmo que amarelo na cara!  È como um jogo de video game, sempre tem uma etapa mais dificil e nessa estrada, nos maes vamos acumulando pontos ou perdendo conforme o jogo vai avançando e a criança crescendo.
  Ser mae E dona de casa sao dois desafios que por muitas das vezes ficam entrelaçados, eu nunca me imaginei em nenhum desses papeis, imaginava uma vida beeeem diferente e talvez sem filhos, mas um giro de 360° mudou tudo e eu decidi ir fundo no que a vida me propos, confesso que estou adorando, nao fosse minha personalidade meio Bree Van De Kamp....ok, nao organizo livros por ordem alfabetica mas aos poucos estou ficando cada vez mais neurotica em busca do lar perfeito pois nao basta ser so dona de casa, tem que ser A cozinheira, A faxineira e se eu for enumerar aqui todas as funçoes.....
   Uma coisa que adoro é cozinha, ganhei minha primeira batedeira quando tinha uns 14 anos, usei muito mas o resultado era sempre o mesmo, catastrofico!
     Foram muitas tentativas ate que ano passado algo mudou e o que era apenas vontade, virou obrigaçao, questao de honra doméstica....
    Mathieu ha dois anos atras teve seu primeiro aniverssario comemorado com amiguinhos em classe, eu na época sem saber o que fazer, fiz dois bolos de caixinha (shame on me!) e mandei toda prosa com o suquinho de laranja pra criançada, coisa beeem francesa....ja ano passado, ele maior,eu quis melhorar a coisa, pensei em fazer muffins, mas na época deixei pra cima da hora e acabei decidindo por um bolo normal mesmo.
   Fiz quase um curso de bolo na Sueli, peguei a receita sem erro dela, repeti por varias vezes e consegui, o bolo ficou uma delicia mas mesmo assim deixei  à desejar na decoraçao, foi bolo normal com confeitos de estrelinhas por cima e Mathieu escrito com calda...o suquinho de laranja com a novidade de saquinhos surpresas, que fiz em formato de bombons com as guloseimas dentro.
    Ficou legal? é....ate ficou, so que eu quero mais, achei pouco e esse ano ja comecei a pensar num bolo confeitado com a tal pasta americana que nunca neeeem sonhei em fazer, recheio e afins.  Mas e a deco???
   Fui atras da receita, atras do site magico que vende o tal igrediente indispensavel e percorrendo o site um turbilhao de ideias apareceu......claro, que mané bolo ....eu quero é fazer  CUPCAKES!
   Fui atras das receitas, li quase tudo sobre as coberturas e entrei nesse mundo magico, gente...olhando as fotos no google, voce se teletransporta pra um mundo digno de moranguinho, se o troço é bom eu nao sei, mas bonito é....e criança se liga mesmo é no visual!
   Ok, mas e as forminhas? Alias, e os confeitos? Como confeitar? Gastei metade do meu domingo, entre um filhote e outro lendo e achando que estava aprendendo sobre os tals bolinhos, me muni (internet é otimo, compras sem nem pegar um onibus!) de tudo que precisava e estou aqui, ansiosa ao extremo pra começar!
  O tema?? Ahh claro, piratas! Nao tinha a minima ideia do que queria mas vi fotos pra la de convincente, o que me falta é descolar o sabor, tem variaçoes de chocolate, baunilha,limao, laranja... com ou sem gotas de chocolate, com confeito colorido, com recheio.....e a cobertura? Pode ser a classica butter cream, o tal fondant ou tudo isso misturado com a pasta americana, caramba, é tanta coisa que ainda nao me decidi!
  Mas assim que chegarem minhas parafernalias, vou começar os testes na confecçao dos bolinhos ate chegar à perfeiçao!

    Ja decidi tambem pelos saquinhos surpresas com moedinhas dentro....e o suco de laranja de sempre!
Sera que consigo fazer um desses??? Ok, se Chris estiver por aqui, sai ate melhor....mas eu, sozinha com os tres.....é, apostei grande! O unico problema é que com a mesma vontade imensa que os planos e ideias aparecem, eles desaparecem perto da confecçao, os cartoes de nascimento do Alexandre que o digam estao pela metade ate hoje!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Bebe Lion.....

Ha duas semanas mais ou menos recebi uma embalagem do Brasil, era da tia Eliane, Ciça como sempre estava euforica, ela adora receber os pacotes do correio, sabe que ali dentro geralmente vem algo pra ela ou pros irmaos, eu nao tinha a menor ideia do que iria encontrar ali dentro mas tinha certeza de que era algo fofo, vindo da tia Eliane, so podia ser....detalhe, o presente era pro Alexandre, mas ao abir a caixa com Ciça ao lado, ela enfiou logo as maos ali dentro e quando viu o que era, foi amor à primeira vista!
   Aqui em casa eles nunca se ligaram em doudous (objeto de transiçao), eu era o doudou deles, sempre dormimos juntos (Assunto enorme e novelistico pra outro post!) e apesar dos 40 bichinhos de pelucia que acumulei, das tentativas de faze-los se apegar a um deles, nada deu certo.....mas eis que agora, depois de dois anos Ciça se apaixona enfim por um! Ok, o bichinho é realmente lindo, mas ja estou começando a achar que bom mesmo era quando ela era somente apegada à mim.
  Desde que ele chegou, ela so sai à rua com ele debaixo do braço, nao quer boneca alguma, o ponei que fala nao adianta, é o "bebe lion", todos os dias ao sairmos pra buscar Mathieu ela pega o baby dela e la vamos nos, o "probrema" é que agora fico em alerta permanente pois basta uma distraçao pra ela perder o bebe e eu perder a minha tranquilidade.
     Essa semana ele quase foi esquecido no onibus, quase foi atropelado pelo mesmo, mas meu GPS interno nao falhou e ele foi salvo a cada tentativa de esquecimento, so que ontem eu quase endoidei!
   Voltando no dia anterior, fomos ao mercado e como sempre, bebe leao foi junto com Ciça.....ontem, ja pronta pra ir buscar Mathieu à escola ela começa a reclamar, fui perguntar qual era o problema da hora e ela gritou "bebe lioooooooonnnnnnn maman!", pois é....cade o bicho? Por segundos suei, olhei ao meu redor e nao achei, fui no quarto achando que ela tinha dormido com ele e nao estava na cama, nao estava na cozinha e nem no banheiro, ela se descabelando de gritar e eu correndo atras do bicho, ja estava a pegar o celular pra ligar pro Chris e perguntar se ao menos ele estava no carro (imagina o drama se nao estivesse!) quando achei ele ali, socado ao lado do PC junto com meu celular! Que alivio!!!
     Eu que ja estava tentando empurrar um OT pro Alexandre desisti na hora, se alem de tres crianças eu tiver que cuidar de tres OTs, vou enlouquecer, com Ciça ja foi, ela esta completamente apaixonada , nao tem volta, mas com Alexandre vou deixar essa ideia de lado e ser eu mesma o OT dele como fui durante esses anos pros mais velhos.
   Uma coisa é certa, ver minha leoa (é, Ciça é de Leao!) com seu baby leao debaixo do braço é a coisa mais fofa do mundo, ela apresenta ele à todo mundo na rua, carrega como se fosse um troféu!
   Foto do dia mostrando uma das leves crises que vem com o segundo aninho.....é, ate o bebe leao esta sofrendo com o terrible two da Ciça!



     
  

sábado, 10 de outubro de 2009

Vacinaçao - voce sabe o que vai na seringa?


Eu nao, alias, esse é um assunto que me faz perder noites de sono, pode parecer bobagem pra muita gente e neura de mae desocupada pra outras mas a verdade é que assim como qualquer remedio ou alimento, por melhor ou pior que seja, dando ou nao aos meus filhos, eu gosto de saber no minimo o que se trata e suas possiveis reaçoes e no caso das vacinas, eu pouco sei e esse pouco ja é o bastante pra me preocupar. Passei dois dias sem escrever justamente por causa delas, no dia 8 Alexandre tomou enfim suas primeiras doses, a pediatra tinha prescrito a prevenar, a hexa e a rotavirus que no caso, ficaria por minha conta decidir aplicar ou nao. O mais pratico é sempre seguir o calendario oficial da onde vivemos, mas sera que todas aquelas picadas ali sao necessarias? Alguem ai ja pensou que muitas delas nao sao pra prevenir doenças nos nossos filhos mas no dos outros que nao tem acesso ao basico? Que vacinaçao tambem tem sido um trabalho social, do tipo eu pico meu filho pra ajudar o filho da fulana? Pois é, a hepatite B é uma dessas, pra que dar a tal vacina se sabemos que é uma doença sexualmente transmissivel? Ok, pode haver casos de contaminaçao durante o parto mas basta pré natal e exame de sangue antes com tratamento adequado pra combater esse contagio, e mesmo assim continuamos vacinando nossas crianças contra a hepatite B. O que me mata é que eu nao tenho cabeça pra fazer um calendario combinado, nao tenho "inteligencia" suficiente pra tomar A decisao e carregar meu pacote de responsabilidade. Vacinas causam reaçoes, algumas leves e em outros casos severas, algumas marcas contem componentes mais leves ja outras nao, depende do bolso e varias questoes que nem passam por nossa cabeça. Algumas vacinas contem aluminio na composiçao, ate hoje nao se tem estudo fechado sobre o impacto disso nas nossas crianças....o aluminio pode causar problemas neurologicos e degenerativos, e ai??? Outro problema sao as vacinas combinadas, so a Hexa é pra difteria, tetano,coqueluche acelular, pòlio inativada e haemophilus enfluenzae tipo B, pratico dar tudo junto num so pacote mas em caso de reaçao, em crianças alergicas por exemplo, como saber daonde veio??? Ok, meus filhos ate hoje nunca apresentaram casos de alergia ao que quer que seja, mas mesmo assim, é um caso a se pensar, muitos pais assim como eu, tambem nao sabem de todas essas zicas que a vacina pode apresentar! No fim, acabei cedendo ate a rotavirus, que por um lado é desnecessaria mas diante da probabilidade minima de Mathieu contrair na escola e passar pro Alexandre e ele precisar de uma internaçao leve por causa de desidrataçao (esta vendo como cabeça de mae viaja!), eu cedi e ainda paguei do meu bolso a tal vacina. Tem dois dias que baby esta super enjoado como nunca ficou, teve que tomar a primeira dose de doliprane pra dormir bem e evitar a febre e hoje no terceiro dia talvez melhore o humor. Aqui na França temos tido uma vez ou outra caso de pais que concientes e cheios de informaçoes se negam a vacinar totalmente ou parcialmente seus filhos, sao sempre mal vistos e tem um trabalho enorme, ja que ate pra inscriçao da cantina na escola eles pedem o carnet de vacinaçao....a preocupaçao de base é que se todo mundo deixar de vacinar seus filhos por causa dos possiveis efeitos nocivos, mesmo tal doença sendo erradicada, tem a prbabilidade dela voltar em "sena" (olha a Sasha ai hahaha) vindo de outros paises onde ela ainda circula. Esta certo que durante esses anos todos algumas vacinas foram modificadas e melhoradas, mas ainda assim, me sinto insegura nas decisoes, coisa que ODEIO quando o assunto é maternidade, gosto de ter conciencia nas minhas escolhas mas nesse caso ela passa longe! A proxima preocupaçao é a tal vacina da HINI, alguem ai vai dar??? Vao tomar??? Eu estou 99.9% decidida a nao tomar, a pediatra disse que a escolha seria minha e mais uma vez, no meio de muitas informaçoes e talvez nenhuma fiavel, vou ficar com a minha fé e dar mais uma metralhada .....no escuro!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ja ouviu falar em Babywearing??


Muita gente tem me perguntado como consigo dar conta de tres filhotes aqui, do outro lado do Atlantico, muita das vezes sozinha e sem ajuda nos serviços domesticos.....uma das minhas astucias é minha echarpe porte bebe.

Hoje, quando alguem me pergunta o que acho indispensavel no enxoval, a primeira coisa que me vem à cabeça é um carregador de baby....mas nao é qualquer um nao, tem que ser ergonomico, caracteristica basica em qualquer produto que segue a linha babywearing.

Muito tem se falado no sling ai no Brasil, o ring sling....aquele das argolas, ele é otimo tambem, foi a minha primeira aquisiçao e eu adoro, hoje tenho dois, esse ring sling, e uma echarpe, que é um pano enorme onde voce amarra o baby junto ao seu corpo.


Porque nao usar um canguroo desses todo estilizado? Simples, eles nao tem os beneficios de um sling, por nao serem ergonomicos, a posiçao do bebe nao permite que esse fique ali por muito tempo;

Num sling/echarpe, a coluna do baby fica em posiçao de C, ele fica espremidinho, posiçao que muito lembra àquela a qual ele ficou por nove meses dentro do utero;

As perninhas sempre ficam na posiçao de rã, formam um M, nao ficam penduradas como no canguroo, alias, esse é um dos motivos o qual nao é indicado o canguroo por muito tempo, com o peso se concentrando no meio das pernas do bebe, o fluxo sanguineo é comprometido e dessa forma, o conforto do bebe tambem.

O sling de argolas eu indico pra passeios curtos, ele é pratico pra colocar o bebe com rapidez, otimo pra amamentar, (pra quem tem vergonha de amamentar em publico, ele permite uma certa discriçao), pra fazer o baby dormir caso role dificuldades fora a mao livre.

Ja a echarpe (ou wrap) eu uso muito pra passeios mais longos, pra fazer faxina,lavar louça e ate cozinhar, com o bebe bem amarradinho, eu tenho as duas maos totalmente livres e ele fica super confortavel com o balanço ali dentro , é soneca na certa!


Alguns cuidados na hora de adiquirir esses produtos sao importantes, com a moda do sling, cada vez mais tem se visto em lojas de shopping e feiras de gestante slings com argolas fora dos padroes e com costuras fracas.

È importante que a argola seja especial, nada dessas de madeira feitas pra cortina, fivelas de cinto ou com soldas, esse é outro ponto que causa divergencia, ha quem diga que a solda bem feita nao prejudica, é tao segura quanto a argola sem solda e com a junçao bem feita, nao ha o perigo de com o tempo rasgar o tecido.

O tecido tambem deve ser de qualidade, hoje temos muitos modelos, ja vi ate especial para praia e banho!


Um blog legal onde tem tudo explicadinho e ainda outros assuntos pertinentes é o http://maniadesling.wordpress.com/page/2/ , ali diz todos os beneficios do babywearing, os tipos, como colocar o bebe, como amarrar uma echarpe e por ai vai, alias, se for pra indicar quem venda no Rio, eu indico a Dida, dona do blog, alem de lindissimos, confio na qualidade dos produtos dela, todos feito com muito carinho.


Ainda nao tenho foto do Alexandre ali dentro mas tenho essa, da Ciça com uns oito meses mais ou menos.
Fica ai a dica pra quem adora dar colo mas tambem precisa se virar nos trinta! bjos

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Inaugurando.....

Voltei....depois de ter jurado nao mais criar blog, fotolog ou outro log, sucumbi a tentaçao! No espaço virtual deve ter ao menos uns tres meus perdidos por ai, no inicio da minha vida cibernetica rolou aquele blog murcho onde eu escrevia meu dia à dia aqui, ja rolou fotolog de das crianças, de tudo um pouco mas dessa vez a motivaçao é diferente, nao quero somente dividir meu dia à dia ou postar fotos das crianças pra familia ai no Brasil, mas tambem ter um espaço pra falar sobre assuntos que rolam por ai, da minha familia e claro, de parto e maternidade...
Acho que eu sempre desistia pois antes contava com a presença fisica de alguem muito querida, pra que falar com os outros se eu tinha ela? Pra que gastar tempo em blog , eu juntava todos os meus minutos livres do dia pra poder colocar papo em dia com ela, falavamos de tudo, desde BBB à assuntos serios e altas filosofadas da nossa fé em comum, hoje nao posso dizer que meu dia é vazio pois seria injusto com meus tres mosqueteiros mas nao nego que esse tempo dedicado a ela ficou em branco, precisando ser preenchido.
Ha mais de sete meses eu descobri o blog da Fernanda (http://blig.ig.com.br/reidavi/), uma prima que adoro e que estava curtindo muito a gravidez dela, a maneira que ela escreve é otima, uma vez que achei o Blog, nao parei mais de acompanhar....veio o Davi e a coisa continuou interessante, um dia ela me deu a ideia de criar um tambem mas na época nao sentia firmesa, hoje, depois de ler um post dela a vontade veio de vez e aqui estou eu.
Vamos ver se dessa vez eu encho o blog com mais de dez posts! à demain!!!