terça-feira, 30 de novembro de 2010

A importancia do afeto.

Quem nunca assistiu essa cena........a mae ja com certa idade vem abraçar a filha ou o filho, e esse super desconfortavel so pensa em se desvencilhar daquele abraço que parece incomodar? Quem nunca percebeu aquela senhora olhando a filha abraçando os netos e caindo em si da distancia que ela tem com a mesma?

Porque sera que isso acontece? Eu tenho visto cada vez mais as pessoas com medo de dar afeto, sempre as mesmas questoes, o colo que vicia , a mae que "mima", a criança que vira rei........mas porque tanto medo de abraçar? Porque resistir o impeto de passar o dia beijando e apertando seus filhos?

Nunca entendi isso......quando Mathieu nasceu, eu com somente um ape de 40m² pra "comandar" quando Chris nao estava, passava o dia com ele no colo, nao conseguia deixa-lo num canto porque pra mim era tudo tao novo, ele tao fofo, aquele cheirinho de bebe que deixa a casa mais gostosa, o sorriso que ele aos poucos expremia em resposta ao meu toque, as risadas, a devoluçao do carinho.......com Ciça ocorreu o mesmo, queria sugar ao maximo, aproveitar tudo o que tinha direito, passava o dia com ela no colo, ainda que dessa vez tivesse tarefas, alias, com Ciça nao tinha escolha, ela como um baby high need so ficava bem no colo, mas depois o habito era tanto, que ate quando mais velha eu segurava ela nas cadeiras sem necessidade alguma.
Um barato meu era passar a manha abraçada a ela vendo TV ou novela no pc enquanto Mathieu estava na escola.......mesmo enquanto o barrigao crescia com Alex ja ali dentro, ela estava sempre ali, como aqueles bichinhos agarradinho.
Com Alex entao, sendo o ultimo, esse eu nao largo mesmo......faz tempo que ele quer é chao, mas vira e mexe eu ainda jogo ele na cama enchendo -o de beijos e prendendo ele comigo.......acho tao gostoso e importante isso tudo que é com muita incompreenssao que vejo as pessoas deixando seus bebes na maior parte do tempo em berços, bebe conforto.......tudo com medo do "depois"! Deixam de viver intensamente pensando em coisas que nem irao acontecer......ha quem tenha medo da entrada na creche, ha quem ache que nunca mais ficara livre......alguem ai ja viu uma criança de cinco anos pedindo colo? Mathieu nao pede mais, embora sempre que pode, vem me abraçar e me acariciar dizendo coisas fofas.
A cada vez que vou ao Brasil, algo que ouço muito é que eles sao carinhosos, afetuosos........mas voces acham que isso vem daonde? Sim, tem muito da personalidade tambem, mas as pessoas respondem com aquilo que lhes foi ensinado........sao nos primeiros anos do bebe que é construida a base de uma relaçao, se nao rolou carinho ali, dificilmente rolara mais tarde, se nao aproveitar ali, vai aproveitar quando???? Com 6 anos eles mal cabem no nosso colo! Eu acho um desperdicio deixar um aparato barato curtir a maciez da pele deles, o cheirinho, o sorriso e tudo mais no meu lugar! Nao , nao......aqui damos colo sim senhor!
Por quantas vezes Alexandre dormia no meu colo e eu ao inves de coloca-lo na cama, ficava ali observando, tentando memorizar cada expressao, cada detalhe do rostinho dele?......foram muitas, e ainda bem! Pra que ter filhos senao pra aproveita-los?
Tem um topico na PR (comunidade pediatria radical no orkut) que eu gosto muito e vou deixar aqui:


De onde vem a idéia que não se deve dar colo??

Foi Holt (em 1916) com seu “catecismo para uso das mães” que lançou a idéia de que embalar a criança era um “vício”, um hábito que deveria ser quebrado por ser “prejudicial”.
Durante cerca de 50 anos, as mães e pediatras “modernos” deram fim ao berço de balanço e se abstiveram de pegar a criança mesmo se esgoelando de chorar, ou de beija-la e acaricia-la. Estabeleceram-se normas rígidas sobre horários, treinamento de toalete e “preparar a criança para viver em sociedade e se tornarem ‘independentes’”.

Se a criança chorasse à noite ou com fome, deveria esperar para não ficar “manhosa” – e as mães, mesmo com o coração apertado resistiam bravamente a seus “impulsos animais”. E não ousavam enfrentar a palavra autorizada dos pediatras, pois eles “sabem o que fazer”.
Esse período é considerado a Idade Média da criação infantil, com mães “modernas” recusando-se ao “sentimentalismo” e entregando a criança ao berço, com medo da opinião de parentes, pediatras e amigos.

A tecnologização da obstetrícia, a separação do bebê logo após o parto, as longas esperas pelas mamadas, o encorajamento do uso da mamadeira e da chupeta em lugar do seio, são as evidencias melancólicas que até hoje ameaçam a criança.

Até que Peiper chamou a atenção para o embalo nos braços maternos, “o melhor sedativo”... E CONTINUA: é preciso embalar O bebê sadio no berço e nos braços da mãe ou do carrinho – “quando estiver a ponto de dormir – logo ele se acalma e não precisa ficar chorando” _ “uma criança embalada SABE que não está sozinha” (Peiper, A. Cerebral Function in Infancy and Childhood, NY, 1963).

O bebê devidamente embalado e aconchegado recebe estímulo positivo para seu funcionamento celular e visceral, principalmente cerebral, respiratório e gastrointestinal. O embalo faz com que os líquidos e gases do instestino se movimentem ajustando a digestão, absorção e eliminação.

Em 1934, Zahovisky declarou que “bebês acalentados após as mamadas têm menos cólica, menos espasmos intestinais e se tornam mais felizes que os bebês confinados ao berço...” Um dia, diz ele, “acredito que não haverá dúvida quanto a embalar a criança e cantar para ela adormecer”.

Embalar tem efeitos positivos sobre a temperatura do bebê e relaxa o sistema nervoso e melhora o tonus intestinal. Produz uma estimulação suave de todas as áreas da pele, com os conseqüentes benefícios fisiológicos para o bebê.

Esses efeitos influenciarão o futuro bem-estar, a sensação de plenitude existencial, a alegria, o senso de ritmo e o interesse em viver, ao contrário das crianças abandonadas a si mesmas, privadas de si mesmas e que só acham consolo no auto-embalo (como os autistas).

A percepção espaço-temporal da pele é mais rápida que a do olho e mais simples. Por que se canta no chuveiro? O estímulo da pele pela água induz mudanças respiratórias que remetem à música.

A privação das necessidades tácteis vela ao choro, logo acalmado pelos braços e carinhos materno. O que é um ser humano sadio? Aquele que é apto para amar, trabalhar, brincar e pensar criticamente – é um ser humano sensível aquele que foi “tocado”.

Quem não foi tocado adequadamente tem mais desorientação espacial, mais síndrome de pânico, mais angústia. Um meio de retomar o contato é buscar mãos amorosas que lhe devolvam as carícias maternas ou seus substitutos, seja nos cabeleireiros, nos consultórios médicos ou massagistas, uma vez que a cultura cerceia e bloqueia as oportunidades de toque, como faz desde que a criança é impedida de receber embalo e cuidados maternos. 


Sao tantas as pesquisas que falam sobre a importancia do toque e do afeto para o bom desenvolvimento infantil ,entao, nao resista ......abrace seus filhos, dê colo o quanto baste, aproveite essa fase que passa rapido, construa uma relaçao emocional solida, dê equilibrio emocional à seus filhos.......abrace para ser abraçado , acaricie para serem sempre acaricciado......nao quebrem o ciclo do carinho, ao contrario, façam perpetuar na sua familia essa relaçao de amor, aconchego, de apego.....para que mais serve um RN senao para ser beijado e acalentado?

3 comentários:

Ana disse...

A Lily tá com 17 meses, e vive me abraçando e me beijando. Adooooro! Tenho medo do dia que ela não fizer mais isso!

Maria disse...

Aqui Ju, eu me lembro do carrinho... andava empurrando o carrinho com uma mao, porque o bb estava na outra, nao conheci essas faixas para amarrar eles no corpo até que passou a etapa dos 18 meses (coisas que passam por estar isolada). Penso que meu filho é carinhoso porque recebeu carinho.

Desnuda disse...

Ju,

tia tem muito orgulho de você, viu? Este texto é completo e fiquei bastante emocionada.... Concordo inteiramente com a sua visão corretíssima.


Beijos da dinda e aquele abraço gostoso e infinito que perdura no tempo porque é tão infinito e imortal quanto o amor.